Um porto seguro na hora de dar à luz

Um diálogo sobre a função da Doula para as mulheres que buscam viver o parto humanizado

 Coluna: Minha praia é 

Por: Lima S. | Fotógrafa da Entrevista: @Ana Hélia

Na sala de parto uma mulher a parir diz: Eu vou gritar simmm pro meu bebê!

Eu acredito em você. Você consegue! Você é capaz!

Mantenha a calma, relaxe, e respire fundo. Vamos lá?! Um, dois e três, isso, mais uma vez. Agora, inspira pelo nariz e expira pela boca. Muito bem. Escute, irei falar baixinho: Você está indo super bem. Concentra. Esse parto é o seu momento. Acredite em você, no seu corpo. Olha pra mim. Eu acredito em você. Você consegue! Você é capaz! Mais que uma assistente de parto, sou sua amiga, seu amparo, seu colo, ou melhor, serei seu porto seguro. Já estamos quase chegando ao fim, falta pouco para dar à luz. O bebê está a caminho. Menos uma contração. Está cada vez mais próximo. Pronto, o bebê já nasceu.

A primeira impressão é que a médica está tranquilizando a gestante em trabalho de parto, quando na verdade, a fala é de uma profissional cuja função é dedicada à assistência a mulheres grávidas. A Doula é essa mulher que acompanha o período da gestação até o momento da grávida dar à luz. Ela está comprometida com a futura mamãe assumindo o papel de amiga, conselheira, e na maior parte do tempo é o ombro que acolhe as suas emoções. Na prática, o conjunto de técnicas utilizadas pela Doula no auxílio a gestantes é conhecido como ‘doulagem’, sendo a prática mais antiga para tornar o parto o mais humanizado possível; essa experiência de cuidados que se mantém antes, durante e depois do auge, – o nascimento do bebê – procede sobre o olhar da Doula que orienta neste momento tão delicado que é dar à luz uma nova vida! Tarefa que exerce muito bem a gaúcha Yorrana Farias, que mora no Ceará desde muito cedo e se sente ‘cearense de coração’. É ela quem abre este diálogo sobre a prática do parto humanizado que remonta os valores da nossa cultura.

Na verdade eu nunca pensei na possibilidade de ser Doula. Sempre a vi como uma profissional de muita responsabilidade nas mãos. Embora não seja sua função atender o parto com as intervenções técnicas, a demanda da Doula para com a gestante é outra, e mesmo assim já encarava como uma prática muito séria que não imaginava na minha vida, expressa Yorrana Farias.

‘Parto com Amor’

Ela não cogitava a possibilidade de um dia assumir o ofício de Doula, quanto mais se via parte da equipe ‘Parto com Amor’, composta por dois médicos e duas enfermeiras obstetras, por meio da qual atende às gestantes na capital cearense. A decisão de se tornar ‘Doula’ veio após a experiência do seu próprio parto. Na época,sem muito tempo para fazer os planos de como gostaria de viver o momento mais importante de sua vida, Yorrana Farias passou com muito esforço o trabalho de parto que aconteceu espontaneamente. 

Na varanda do Vila das Artes

Já que o meu parto não foi da forma como eu queria, tomando rumos bem diferentes, então pensei como seria bacana ajudar outras mulheres a ter um parto que eu não tive. Claro, respeitando a individualidade de cada uma delas, porque toda mulher é única. E foi aí que desejei proporcionar a elas um momento mais respeitoso, que fosse mais delas e pudesse desempenhar o seu papel da melhor forma possível,comenta Yorrana F.

Embora não tenha tido seu parto da forma desejada, isso não foi um impedimento para que, cada vez mais, Yorrana tivesse o desejo de ajudar mulheres a vivenciar seus partos de maneira ativa e respeitosa. Entretanto, ela se via convidada à missão mais antiga na história dos homens, tendo que reviver as cenas de quando concebeu o primeiro filho(a). Dessa vez, na vida de outras mulheres. E,de um jeito completamente diferente. A sua função seria amparar, sentir e ouvir a muitas e muitas mulheres da capital de fortaleza. Uma delas foi a Ana Nara.

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O sensível e o cruel”

O livro de Juliano Gadelha, professor de Antropologia e Sociologia, aborda temas sobre “Aprendizagem Pelas Performances Sadomasoquistas”

Por: Lima Sousa | Fotos: Acervo

Estante Cultural

“O outro que amamos por significativo tempo pode ir voluntária e impiedosamente ou nós mesmos podemos abrir todas as portas para que ele se vá. Mas esse é o outro materialmente palpável, substância de cor, odor, textura e formas espaciais. Quando algo desse outro fica em nós, em nossas mais profundas camadas sensíveis, de maneira que essa presença sempre se atualiza por ações que sequer remetem diretamente a algo que vivemos com esse outro, é que sentimos o quão forte consiste a potência de vida dele em nós. Atualizar o outro pela lembrança triste ou pela saudade melancólica é um enfraquecimento do corpo, da vida. Mas sentir as marcas que o outro depositou em nós e que nos move a outros é a beleza da presença virtual de quem deixou de viver ao nosso lado para ser um outrem em nós”. (O sensível e o cruel, p.94-95)

Acima, um mote do livro O sensível e o cruel: uma aprendizagem pelas performances sadomasoquistas, de Juliano Gadelha, professor de Antropologia e Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (UECE). A obra que aborda temas sobre a experimentação com as performances sadomasoquistas foi recentemente lançada na capital cearense ao lado de um público seleto do autor. Em especial, o trecho evoca em sua essência a base do ‘Sensível’ com relação ao outro que está interligado a nós, ocupando um lugar que se compõe de sentimentos a partir de uma convivência profunda e fácil de romper; Simultaneamente, a essência do ‘Cruel’ é percebida quando o outro se desliga dessa vivência. Na verdade, o ‘Cruel’ não se refere à ‘Dor ou à Saudade’. Também, não é o oposto do sensível, mas, sim, quando o sensível se mostra criador de mundos sem a lembrança do outrora vivido. 

O autor nos dá a impressão que o ‘Sensível e o Cruel’ se unem de forma poética na íntima rotina dos indivíduos. É como assistir uma cena performática de homens que se deixam subjugar pelas lembranças e outros ressignificam a ausência pela beleza depositada em si. Mas, quem afirma se essa interpretação procede é o próprio Gadelha.

“Existem situações na vida que a gente não interpreta. E os autores, autoras e os artistas com os quais trabalho e que proponho na obra dizem a todo o momento que ‘a vida é algo que nos escapa por todos os lados’. É como a frase: “O outro que amamos pode ir impiedosamente e nos abandonar ou nós podemos deixá-lo”. Mas, a força [sensível] que age em você quando outro material sai da relação é o que se carrega do outro. E os índios Tupinambá dizem que nós devoramos algo desse outro que nos potencializa. Você pode sofrer ou está feliz, mas quando a ‘presença sensível’ é forte ela continua agindo dentro do indivíduo. Ela é antropofágica, diz Gadelha   

O início

O primeiro percurso da obra de Gadelha se desenvolveu no período de um ano e seis meses no campo da observação e da escrita. Foi a partir do seu projeto voltado para as performances sadomasoquistas, na grande Metrópole de Fortaleza, que a obra começou a ganhar páginas. O seu primeiro livro é fruto da dissertação de Mestrado em Artes do programa de Pós-Graduação da UFC, sendo aprovado para publicação, pela Editora Metanoia, no mês de fevereiro de 2016 e lançado em abril de 2017 na Livraria Cultura.

Público e Obra

O exemplar configura três capítulos que exploram a cultura BDSM através do conceito que o autor chama de ‘Aprendizagem’. Gadelha apresenta a estrutura da sua obra em: “Aprendizagem 1: Sadomasoquismo como Performance e Outros Possíveis”; “Aprendizagem 2: Aprendendo a Constituir-se pelo Desejo Sadomasoquista: Escrita de Si e Poética da Existência”; “Aprendizagem 3: Cosmologias da Crueldade: O Ovo e os Prazeres, ou Uma Instalação – Performativa” e a “Aprendizagem Interminável”.

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A Rainha da Dança Contemporânea

Silvia Moura é referência no eixo da dança contemporânea com 40 anos de carreira em solo cearense. Ela fala na entrevista sobre carreira artística, processo criativo, e o novo espetáculo ‘A BEIRA DE…’

Por: Lima Sousa | Capa: Alex Costa| Fotos: Acervo pessoal

Coluna: Entrevistas

Ela é um vulcão artístico em constante ebulição nos palcos do teatro. Quando entra em erupção, incendeia a plateia ao transformar realidade em um espetáculo que desperta criatividade, narrativas e, principalmente, por levar um personagem autêntico no seu repertório. Silvia Moura tem as bases fincadas na dança contemporânea desde 1976 e guarda um magma rico de experiência. Além de bailarina, a artista cearense é também coreografa e atriz. Quando está em cena, assume performances para lá de ousadas, entre versões que expressam um pouco de tudo, inclusive, de si mesma. É dela o título ‘Rainha da Dança Contemporânea’, que desdobra no currículo produções como: “Corpo-lixo-cidade”, “Engarrafada”, “A cadeirinha e Eu”, “Anatomia das Coisas Encalhadas”, “Instalaformance II – Não Pise no Vestido”, “Instalaformance III – Tangendo Sonhos”, e outras inquietações.

Moura escreveu dias atrás que “envelhecer é saber exatamente onde está o abismo”. A diva revela uma maturidade fora do comum ao saber tirar de letra a decrepitude de sua vida, reconhecendo onde começa e termina os seus direitos e limites. A bailarina demonstra com 52 anos bem vividos que o fantasma da idade não lhe intimida, pelo contrário, só a estimula a manter o sorriso no rosto.

Na capital cearense ela tornou-se referência no eixo da dança contemporânea. Um lugar ao sol conquistado através de altos e baixos de quem decidiu, com a cara e a coragem, ser artista e viver de dança em solo nordestino. Silvia agarra-se na arte com todas as suas forças, abraçando o dom de dançar genuinamente diante das intempéries que somam a carreira do artista. O ritmo é o seu escudo de proteção contra as investidas do destino, que desafia tanto a Arte como a Realidade.

A via dupla entre “Arte e Realidade” é um percurso que poucos arriscam seguir; ou melhor, uma pequena parcela decide pagar o preço da carreira. A lista dos desistentes anônimos não é curta, a saber, mas, nos últimos anos, a Capital do Sol tem revelado uma safra afiada de estrelas nordestinas. Do Ceará às grandes metrópoles, e para o exterior, cito alguns nomes para confirmar o outro lado da moeda. Nela, está a top model Valentina, o ator Silverio Pereira, a atriz Mey Ferdinand, o poeta Bráulio Bessa – reconhecido como ativista da cultura nordestina no mundo, e Halison Cezar – o jovem aventureiro que se tornou manchete na Índia através do intercâmbio voluntário. 

Atualmente, Silvia Moura é figura conceituada entre os artistas da dança contemporânea no Ceará. Em 40 anos de carreira, ela incorpora o lado extremo do título que leva, pois o status de Rainha serve apenas para manter as formalidades. O trono onde melhor se assenta está logo ali, no chão, onde se arranja ao redor do séquito congregado sem bancar a pose. Talvez, o hábito de sentar no chão livremente revela o seu encontro com a dança na infância. Hoje, já tendo percorrido vários territórios, conhecido pessoas importantes e encarnado vários papeis no palco, lhe garantiu um lugar disputado por muita gente. Foi graças à dança que conseguiu construir a sua própria identidade, ganhando destaque no cenário das artes e da cultura local. Entretanto, encerro apenas um insumo sobre a bailarina, a mãe e a mulher que traduz o porte de ‘Rainha da Dança Contemporânea’, – sempre munida de espírito valente e simplicidade.

Silvia foi recebida na varanda da ‘Vila das Artes’ sobre a brisa da tarde aconchegante, no centro da cidade de Fortaleza. A minha entrevista mais aguardada estava prestes a começar às 15h21min, sendo concluída por volta das 17 horas quando o sol se recolhia.

P.M.AA dança já lhe permitiu incorporar vários ‘personagens’ no teatro. Mas, quem é Silvia Moura longe das cenas sem está representando nos palcos?

Silvia M.– Nos últimos anos tentei aproximar a minha dança da vida, então, não me vejo representando muitos personagens na dança e no teatro. Na verdade, na dança falo de mim, da cidade, das coisas que vivo, que enfrento, das situações que tive a oportunidade de perceber e conto as histórias de outras pessoas próximas a mim. Nesse sentido, o personagem no palco sou ‘eu mesma’, um ‘eu’ mais dilatado. Em cena, você fica um pouco maior. Não é possível ser o tempo inteiro como se é no palco, senão ninguém suporta. É muita energia desprendida.

Acredito que não sejam ‘personagens’ como na concepção da palavra. Na realidade, são partes de mim, vivências fragmentadas da Silvia de cada momento. Só construí aquilo que acho mais valoroso para ser uma artista próxima do que sou na vida. As minhas falas em cena têm uma identificação com o que vivo no dia a dia. Desde 1988, quando assinei o meu trabalho, tentei fazer essa ligação direta com a vida, e isso tira você dessa vaidade de ‘estrela’. 

Eu sou uma pessoa comum que fala com todo mundo. Não faço distinção entre as pessoas. Da mesma forma como me dirijo ao prefeito da cidade, trato um porteiro naturalmente. Aprendi assim, tratar a todos com respeito e educação. 

P.M.AViver de arte no Brasil não é sinônimo de sucesso financeiro, e muito menos para qualquer pessoa. Fico pensando no artista que enfrenta grandes desafios no cenário cearense em tempos de crise econômica. No seu caso, está difícil se manter na dança contemporânea tendo que superar as dificuldades e o preconceito por ser bailarina nordestina? Você escolheu a dança ou a dança a achou primeiro?

Silvia M. – Ambos, disse Moura. A dança me achou, mas eu também decidi ficar. Foi uma escolha cotidiana. Existem mil possibilidades de desistir, não aguentar, e desejar coisas que nunca irá possuir nessa carreira. Sempre terá algo tentando lhe desviar para outro lado. Quem vive de ‘Arte’ lida com essa faca de dois gumes. Acima do ‘bem e do mal’ chega o momento que é preciso escolher entre a vida ‘estável e instável’. Que horas você vai se dedicar a sua arte em uma jornada de trabalho que leva quase o dia inteiro? Porque o trabalho formal rouba a sua energia totalmente.

Mas, não podemos nos iludir que isso não aconteça no mundo artístico. A nossa rotina também demanda energia. Não é só entrar no palco e se apresentar. Existe o antes e o depois que lhe consome demais. Após o espetáculo, tem a produção a ser desmontada e levar para casa. Se você não dispõe de um séquito de assistentes, o jeito é assumir essa tarefa.

Em relação à questão da sobrevivência, o artista sofre quando deseja o status de médico ou de um empresário. Quando ele está no mundo informal e deseja o rótulo do meio formal. Então, aí existe um choque. Ele nunca vai ter os direitos que as pessoas desse nicho têm. Acredito que está muito distante de termos as nossas necessidades básicas asseguradas. Porém,viver de arte é uma decisão pessoal.

Ser artista é uma escolha. É muito mais que profissão. É uma forma de estar na vida, de ver, e falar do mundo. Algumas pessoas não têm esse chamado. Eu tive. E, sendo artista, posso dizer que tenho o bônus e o ônus. Nunca fui deslumbrada.

P.M.ASilvia, o artista encontra grande dificuldade de reconhecimento na sociedade brasileira. Eu lhe pergunto, você se sente valorizada como profissional no local onde conseguiu se consolidar com a ‘Dança Contemporânea’?

Silvia M. – O artista está muito mais preocupado em existir do que sobreviver. Eu acho que já tenho um reconhecimento como artista, sabe, e não discuto a questão de ser ou não profissional. Isso não faz muito sentido para mim. A diferença do profissional e o artista é que nós, os artistas, podemos balizar e estabelecer ações convenientes ao nosso trabalho. Então, nesse sentido, já que vivo e ganho dinheiro com a dança, posso dizer que sou, sim, profissional. Ainda mais agora, estando registrada na minha categoria. [Moura dá risadas]

Em seguida, perguntei o motivo de atender às exigências. Ao que ela me respondeu: “Fui obrigada ao registro por causa de um projeto de circulação nacional onde fui aprovada e exigia a documentação”.

Logo depois, falei no meio da entrevista: “Isso é maravilhoso!”.

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Os Cinco estilistas da Moda Autoral Cearense

Eles configuram o disputado cenário da moda local e se destacam no que fazem de melhor

Por: Lima S. / Capa : imprensa DFB 

Coluna: Moda Local

Pode-se dizer que o mundo fashion tem seus dias de efervescência quando as salas de desfiles são montadas na capital cearense. Sim, porque a moda autoral tem seus dias de glamour. E essa festa acontece nas instalações do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza. É a hora de assistir a um espetáculo da moda nordestina que tem seus melhores dias do ano. A versão mais criativa, ou seja, o outro lado da moda mais cultural, artístico e conceitual assume sua forma no maior celeiro que promove e lança talentos no país. É o Dragão Fashion Brasil.

L.Fernandes / DFB

Um dos nomes mais importantes que configura este cenário é o do estilista Lindebergue Fernandes. Sua participação no evento completou 15 anos de atuação. No site oficial do DFB ele recebeu o epíteto de ‘hot ticket absoluto’ pela marca atingida em 2017. O designer tem o estilo único de ‘fazer moda’ e adiciona em suas criações uma abordagem que reflete regionalismo, drama e memória. Fernandes soma uma lista entre outros profissionais que fazem, de fato, a moda autoral fluir na capital cearense.

Con. dos novos / DFB

O gancho da ‘Transcendência’ foi o tema de sua coleção que estampou peças com referência eclesiástica, refletindo a imagem das freiras e dos noviços na passarela. Outra vez, o sagrado conduziu a essência do início ao fim da sua coleção que evocou uma leve lembrança do desfile de 2005, quando abordou a fé do sertanejo. Hey,Hosana nas alturas!

Sob o novo título, ‘Dragão Fashion Brasil Festival’ que comemorou 18 anos de pura festa, o evento deu continuidade pelos ares da América Latina. A edição passada teve a rota pelos destinos da Columbia e, dessa vez, o Peru traduziu a essência da ‘Alma Latina’ como tema central, resgatando o formato anterior de apresentar os desfiles em três salas ao público. Nessa hora, quem é fashionista tem a chance de assistir de perto aos Dragões da moda autoral cearense dando aquele show. Não esquecendo o ‘Concurso dos Novos’, que traz estudantes das universidades de todo o Brasil.

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É De Comer Rezando

Um jeito de ‘Fazer’ doce totalmente diferenciado e que vai além da mesmice do dia a dia

Por: Lima S. / Fotos: Aldair Pereira

Coluna: É Tudo de Boom!

Creio que você já ouviu falar dos docinhos finos “De Comer Rezando”. É isso mesmo que você terminou de ler com todas as letras. Quem faz? O nome dela é Isabel Almeida, a filha da Dona Socorro e Mãe do Theo. Apaixonada por tudo que se relaciona a doces, ela encontrou a forma de ganhar dinheiro dentro de casa no que mais ama fazer na cozinha: tortas, brigadeiro e outras guloseimas. Uma prática doméstica que foi sumindo aos poucos do costume de muitas mulheres após conquistarem o mercado de trabalho. Não foi o caso da Isabel, que viu a chance de explorar o seu talento e teve a ideia de transformar o hobby em negócio. Ela descobriu que tinha jeito pra coisa e viu que a arte de fazer doces sob encomenda poderia lhe trazer retorno. Fato que se comprova com a doceria caseira que faz um enorme sucesso de vendas pela internet.  É a ‘De Comer Rezando – Doces Finos’, especializada em doces gourmet e feitos com ingredientes nobres.

“A qualidade dos doces faz jus à marca. São doces finos, feitos com muito capricho. O atendimento é feito pela proprietária da marca: rápido, gentil e cumpre prazos e qualidade. Estou na minha sexta encomenda e indico sem pestanejar! Os doces de churros, banana e morango são meus preferidos… O Brownie e os bolos de pote…nossa! Deliciosos, desmancham na boca! Literalmente é De Comer Rezando!!! Super indico”, diz LuannaTayrine.

O prazer de adoçar a vida das pessoas é feito com as próprias mãos da Isabel e de sua mãe que auxilia a filha na cozinha. Juntas incentivam um estilo que não é novo, mas que vem ganhando força nos últimos tempos. É o trabalho doméstico feito com as próprias mãos. E se depender da dupla, mãe e filha, a coisa só tende a crescer cada vez mais; Isso porque a doceria caseira pegou pra valer desde quando se lançou na internet. Ninguém resiste ao visitar a página do facebook e do instagram. É uma explosão de doces de crescer os olhos. Quem não nos deixa mentir são os próprios clientes que curtem o perfil nas redes sociais. 

“É a minha segunda vez que faço encomendas no ‘De Comer Rezando’ e fico satisfeita com o sabor, a estética, a pontualidade e o toque mais doce de afeto! Esse trabalho eu indico de olhos fechados e de boca aberta….saboreando sempre! Parabéns, D. Socorro e Isabel Almeida! É de comer rezando mesmo”, diz Zuleica Araripe.

Um jeito de ‘Fazer’ doce totalmente diferenciado e que vai além da mesmice do dia a dia. Isabel dá aquele toque especial que foge das grandes docerias e que só ela e a mãe têm o segredo. A gratidão é palavra mágica que ambas recitam enquanto estão na cozinha fazendo os doces finos para encomenda. A estética usada cria todo um cenário que se compõe de decoração, flores, lacinhos e até caixas personalizadas do tipo ‘GRATIDÃO’ e ‘TPM ALÍVIO’ – uso oral; Querendo ou não, são detalhes que fazem toda a diferença quando se quer vender e principalmente conquistar clientes. A dupla mal chegou ao mercado dos doces e já se mostra expert no assunto desde quando se lançaram em 2016.

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