O Diabo Veste Prada

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Fotos: Hugo Nogueira/ Model: Rayme Sousa

Não é todo dia que se veste Prada pra sair a passeio com as amigas ou assistir às últimas tendências da Semana de Moda da São Paulo Fashion Week. Impossível não é, mas se for fácil ir de Prada, de fato, você tem tudo a ver com a cara da Miranda. Ah, se tem, tudoooo! Sem ofensas, é uma brincadeirinha. Não estou querendo dizer com isso que você é esnobe, coisas desse tipo, não, não. O fato é que a diva se encaixa em alguns personagens da vida que sempre dão um jeitinho de ficar por cima de quem anda na maré baixa. Pelo visto, é mais fácil vestir da praga das ‘aparências’ do que Prada de verdade. Em dias de crise econômica, não é moleza ser como a glamourosa Miranda Priestly, a Editora-chefe da maior revista de moda no mundo.

Tem gente brincando de parecer de vez em quando com a chefia da Runway nas horas livres. Morta de iludida. Ah, se fosse real. Dessas, não faltam às pretendentes, elas estão trocando de plantão pra tentar esconder os podres, minha querida.    Duvide, não! Mas agente perdoa! Quem nunca pecou pela vaidade? É normal, eu já cometi falta do tipo, viu. Sou santo não, mas estou longe de parecer com o cão nos couros! (Risos). É a herança da raça.

Nem sequer os homens ficam de fora, pelo contrário, eles estão parando o trânsito na avenida. De Prada? Ninguém mais sabe quem é quem dentro desse jogo. Tá tudo dominado, minha gente. Virou salada mista de Praga e Prada. É a síndrome de BRAND’ relacionada ao complexo de identidade. Infelizmente, os rótulos são falhos e nem sempre vendem o produto tal qual aparenta. Por traz de tudo isso, o que vale verdadeiramente e quase ninguém enxerga é a exclusividade do gênero. A etiqueta perde a valia sem a expressão pessoal de Y ou Z. Uma roupa tem sentindo quando respeita as características do corpo e vice-versa. Não basta simplesmente vestir, é preciso estar em sintonia com a sua realidade.

Hoje já se fala do consumidor consciente que valoriza a criatividade de estilo e do produto, ou seja, já não faz mais sentido bancar a pose quando ser cool é a coqueluche do momento. Portanto, inove e seja cool. A nova tendência vem quebrando os rígidos padrões no antro fashion, resumindo um estilo ‘interessante e natural’ no modo de ser e de vestir. 

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Por: Lima S./ Edição: Lima S./ Agradecimentos: Fotógrafo: Hugo Nogueira/ Modelo: Rayme Sousa/ Olhos de Lince: Juliana Nascimento/ Vinyle Café: Rua Waldery Uchôa, 42 – Benfica, Fortaleza – CE

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