A Rainha da Dança Contemporânea

Silvia Moura é referência no eixo da dança contemporânea com 40 anos de carreira em solo cearense. Ela fala na entrevista sobre carreira artística, processo criativo, e o novo espetáculo ‘A BEIRA DE…’

Por: Lima Sousa | Capa: Alex Costa| Fotos: Acervo pessoal

Coluna: Entrevistas

Ela é um vulcão artístico em constante ebulição nos palcos do teatro. Quando entra em erupção, incendeia a plateia ao transformar realidade em um espetáculo que desperta criatividade, narrativas e, principalmente, por levar um personagem autêntico no seu repertório. Silvia Moura tem as bases fincadas na dança contemporânea desde 1976 e guarda um magma rico de experiência. Além de bailarina, a artista cearense é também coreografa e atriz. Quando está em cena, assume performances para lá de ousadas, entre versões que expressam um pouco de tudo, inclusive, de si mesma. É dela o título ‘Rainha da Dança Contemporânea’, que desdobra no currículo produções como: “Corpo-lixo-cidade”, “Engarrafada”, “A cadeirinha e Eu”, “Anatomia das Coisas Encalhadas”, “Instalaformance II – Não Pise no Vestido”, “Instalaformance III – Tangendo Sonhos”, e outras inquietações.

Moura escreveu dias atrás que “envelhecer é saber exatamente onde está o abismo”. A diva revela uma maturidade fora do comum ao saber tirar de letra a decrepitude de sua vida, reconhecendo onde começa e termina os seus direitos e limites. A bailarina demonstra com 52 anos bem vividos que o fantasma da idade não lhe intimida, pelo contrário, só a estimula a manter o sorriso no rosto.

Na capital cearense ela tornou-se referência no eixo da dança contemporânea. Um lugar ao sol conquistado através de altos e baixos de quem decidiu, com a cara e a coragem, ser artista e viver de dança em solo nordestino. Silvia agarra-se na arte com todas as suas forças, abraçando o dom de dançar genuinamente diante das intempéries que somam a carreira do artista. O ritmo é o seu escudo de proteção contra as investidas do destino, que desafia tanto a Arte como a Realidade.

A via dupla entre “Arte e Realidade” é um percurso que poucos arriscam seguir; ou melhor, uma pequena parcela decide pagar o preço da carreira. A lista dos desistentes anônimos não é curta, a saber, mas, nos últimos anos, a Capital do Sol tem revelado uma safra afiada de estrelas nordestinas. Do Ceará às grandes metrópoles, e para o exterior, cito alguns nomes para confirmar o outro lado da moeda. Nela, está a top model Valentina, o ator Silverio Pereira, a atriz Mey Ferdinand, o poeta Bráulio Bessa – reconhecido como ativista da cultura nordestina no mundo, e Halison Cezar – o jovem aventureiro que se tornou manchete na Índia através do intercâmbio voluntário. 

Atualmente, Silvia Moura é figura conceituada entre os artistas da dança contemporânea no Ceará. Em 40 anos de carreira, ela incorpora o lado extremo do título que leva, pois o status de Rainha serve apenas para manter as formalidades. O trono onde melhor se assenta está logo ali, no chão, onde se arranja ao redor do séquito congregado sem bancar a pose. Talvez, o hábito de sentar no chão livremente revela o seu encontro com a dança na infância. Hoje, já tendo percorrido vários territórios, conhecido pessoas importantes e encarnado vários papeis no palco, lhe garantiu um lugar disputado por muita gente. Foi graças à dança que conseguiu construir a sua própria identidade, ganhando destaque no cenário das artes e da cultura local. Entretanto, encerro apenas um insumo sobre a bailarina, a mãe e a mulher que traduz o porte de ‘Rainha da Dança Contemporânea’, – sempre munida de espírito valente e simplicidade.

Silvia foi recebida na varanda da ‘Vila das Artes’ sobre a brisa da tarde aconchegante, no centro da cidade de Fortaleza. A minha entrevista mais aguardada estava prestes a começar às 15h21min, sendo concluída por volta das 17 horas quando o sol se recolhia.

P.M.AA dança já lhe permitiu incorporar vários ‘personagens’ no teatro. Mas, quem é Silvia Moura longe das cenas sem está representando nos palcos?

Alex Costa

Silvia M.– Nos últimos anos tentei aproximar a minha dança da vida, então, não me vejo representando muitos personagens na dança e no teatro. Na verdade, na dança falo de mim, da cidade, das coisas que vivo, que enfrento, das situações que tive a oportunidade de perceber e conto as histórias de outras pessoas próximas a mim. Nesse sentido, o personagem no palco sou ‘eu mesma’, um ‘eu’ mais dilatado. Em cena, você fica um pouco maior. Não é possível ser o tempo inteiro como se é no palco, senão ninguém suporta. É muita energia desprendida.

Acredito que não sejam ‘personagens’ como na concepção da palavra. Na realidade, são partes de mim, vivências fragmentadas da Silvia de cada momento. Só construí aquilo que acho mais valoroso para ser uma artista próxima do que sou na vida. As minhas falas em cena têm uma identificação com o que vivo no dia a dia. Desde 1988, quando assinei o meu trabalho, tentei fazer essa ligação direta com a vida, e isso tira você dessa vaidade de ‘estrela’. 

Eu sou uma pessoa comum que fala com todo mundo. Não faço distinção entre as pessoas. Da mesma forma como me dirijo ao prefeito da cidade, trato um porteiro naturalmente. Aprendi assim, tratar a todos com respeito e educação. 

P.M.AViver de arte no Brasil não é sinônimo de sucesso financeiro, e muito menos para qualquer pessoa. Fico pensando no artista que enfrenta grandes desafios no cenário cearense em tempos de crise econômica. No seu caso, está difícil se manter na dança contemporânea tendo que superar as dificuldades e o preconceito por ser bailarina nordestina? Você escolheu a dança ou a dança a achou primeiro?

Silvia M. – Ambos, disse Moura. A dança me achou, mas eu também decidi ficar. Foi uma escolha cotidiana. Existem mil possibilidades de desistir, não aguentar, e desejar coisas que nunca irá possuir nessa carreira. Sempre terá algo tentando lhe desviar para outro lado. Quem vive de ‘Arte’ lida com essa faca de dois gumes. Acima do ‘bem e do mal’ chega o momento que é preciso escolher entre a vida ‘estável e instável’. Que horas você vai se dedicar a sua arte em uma jornada de trabalho que leva quase o dia inteiro? Porque o trabalho formal rouba a sua energia totalmente.

Mas, não podemos nos iludir que isso não aconteça no mundo artístico. A nossa rotina também demanda energia. Não é só entrar no palco e se apresentar. Existe o antes e o depois que lhe consome demais. Após o espetáculo, tem a produção a ser desmontada e levar para casa. Se você não dispõe de um séquito de assistentes, o jeito é assumir essa tarefa.

Em relação à questão da sobrevivência, o artista sofre quando deseja o status de médico ou de um empresário. Quando ele está no mundo informal e deseja o rótulo do meio formal. Então, aí existe um choque. Ele nunca vai ter os direitos que as pessoas desse nicho têm. Acredito que está muito distante de termos as nossas necessidades básicas asseguradas. Porém,viver de arte é uma decisão pessoal.

Ser artista é uma escolha. É muito mais que profissão. É uma forma de estar na vida, de ver, e falar do mundo. Algumas pessoas não têm esse chamado. Eu tive. E, sendo artista, posso dizer que tenho o bônus e o ônus. Nunca fui deslumbrada.

P.M.ASilvia, o artista encontra grande dificuldade de reconhecimento na sociedade brasileira. Eu lhe pergunto, você se sente valorizada como profissional no local onde conseguiu se consolidar com a ‘Dança Contemporânea’?

Silvia M. – O artista está muito mais preocupado em existir do que sobreviver. Eu acho que já tenho um reconhecimento como artista, sabe, e não discuto a questão de ser ou não profissional. Isso não faz muito sentido para mim. A diferença do profissional e o artista é que nós, os artistas, podemos balizar e estabelecer ações convenientes ao nosso trabalho. Então, nesse sentido, já que vivo e ganho dinheiro com a dança, posso dizer que sou, sim, profissional. Ainda mais agora, estando registrada na minha categoria. [Moura dá risadas]

Em seguida, perguntei o motivo de atender às exigências. Ao que ela me respondeu: “Fui obrigada ao registro por causa de um projeto de circulação nacional onde fui aprovada e exigia a documentação”.

Logo depois, falei no meio da entrevista: “Isso é maravilhoso!”.

Silvia rebateu vulcânica: “-Não acho. Não defendo essa bandeira para ninguém. Qual é a necessidade de ser registrado? Até hoje passei sem registro, nunca ninguém me impediu de trabalhar, senão, o sindicato porque não estava formalizada. Mas, jamais alguém deixou de me contratar porque não estava registrada. O fato de ser profissional não passa somente por esse requisito, entende? Ele passa também pelo nível e desenvolvimento da sua técnica. Não quero estar no mundo do serviço formal. Não penso em ter carteira assinada e não vou pagar um centavo ao INSS. Não vejo utilidade de ter uma carteira para estar lá dizendo que sou profissional. Que orgulho besta! Vivo da dança desde meus 15 anos de idade e nunca deixei de trabalhar um dia na minha vida. E, torno a dizer, esse mundo do trabalho que engole as pessoas não me interessa. Eu sou da Dança.  Agora, quem quiser me considerar profissional, ótimo! Para mim o registro é um direito e deve ser usado por quem quer estar no mundo do trabalho formal, junto a empresas. É um direito e não uma obrigação.

P.M.A – A ‘critica’ local reconhece seu nome como referência na ‘Dança e nas Artes Cênicas’ cearense. Vamos direto ao ponto: Como a ‘Rainha da Dança’ encara os limites da idade mudando o curso de sua carreira no futuro?

Silvia M. Não vejo a idade como impedimento. O que existe é um processo de mudança. Eu crio meu próprio trabalho, então, não tenho limites; com o tempo irei criar um trabalho adaptado com as questões da minha idade.

Observei que a ‘Rainha da Dança’ vestia um tubinho preto na altura dos joelhos, em contraste com o charme dos fios grisalhos. Os olhos claros emitiam vivacidade e sua voz soava roufenha, insinuando a doce meiguice juvenil. Moura usava uma corrente artesanal florida transpassada na diagonal do corpo. A bolsa sacola listrada ao lado combinava com as pétalas de flores coloridas da corrente. Em vez de saltos nos pés, calçava sandália rasteira plana de tom vermelho-cereja.

Enfim, perguntei: “Mas, você consegue aceitar a ideia de ficar longe dos palcos?” Silvia foi lacônica. “Não sei. Eu não aceito e não deixo de aceitar a possibilidade. É como já falei: tudo vai depender do meu estado de saúde, da minha condição física, emocional, energética e mental. Vou criar a partir das questões do momento. Não quero ficar presa nisso. Eu vou dançar até quando puder. O que tiver de ser, será. (Eu não sei se sou a “Rainha da Dança contemporânea.”)

P.M.A – Silvia, você é uma das artistas mais expressiva dentro da capital cearense. O tráfego do seu perfil no Facebook é supercomentado pelos fãs e seguidores de várias idades. A minha pergunta é: quanto mais o público se interessa no artista, menos valoriza a Arte? 

Silvia M. As pessoas valorizam as ideias que você representa. Elas dão importância ao artista porque se identificam com o seu trabalho e as suas posturas diante da vida; quando há coerência no que ele pensa, faz, e fala na vida, mais se aproximará de um público específico. Agora, tem pessoas que não curtem o que eu danço, e não vão se identificar com o meu trabalho. É normal!

Quem gosta de comédia não vai me encontrar fazendo esse gênero artístico. Não tenho porque achar que vou ter esse público. Eu não vou me esforçar para tê-lo sabendo que não é a minha plateia. Então, o meu público-alvo é formado de pessoas que se identificam com aquilo que faço na vida e traduzo no meu trabalho.

P.M.A – Como funciona o seu ‘fazer artístico’ ao unir corpo, espaço e a imagem no processo de criação?

Jean dos Anjos

Silvia M.Normalmente começo a partir de uma temática que desejo expressar. Em torno do tema vou buscando imagens, objetos, palavras, texto e as possibilidades que me aproximam de uma cena forte que pretendo representar. Em seguida, faço um apanhado geral de tudo isso para construir algo que leve às pessoas o mesmo impacto que tive sobre o tema. É todo um processo voltado para a construção do que quero criar para [tocar] e chegar no público.

P.M.ASilvia, seu trabalho levanta em si um conceito que busca ressocializar o indivíduo ou visa apenas a estética para os palcos?

Silvia M.O meu trabalho tem uma base estética e conceitual, mas não está fundamentado nesse sentido. As pessoas são encantadas pela beleza, mas ela em si, não transforma tudo. Na verdade, o meu conceito está incorporado nessa relação entre as pessoas, a sociedade e os fatos. Faço dele uma reflexão do comportamento humano sobre temas que revelam a natureza de suas relações com o meio. Eu tento explorar suas ações, pensamentos, atitudes e como se colocam diante da vida.

Interrompi Moura para a seguinte pergunta: “O seu processo criativo está inspirado numa mensagem catártica ou humanística?” Ela respondeu: “Alguns trabalhos podem ter e outros não. Sempre tem uma relação fincada no ‘ Ser Humano’ e nas questões imediatas e ampliadas do nosso tempo. Como por exemplo, tem uma performance que tratei a questão do lixo. Nesse trabalho abordei o lixo descartado nas ruas comparando com as nossas relações afetivas. Comparei esse ato mecânico na maneira como jogamos verbalmente aquilo que nos incomoda nas outras pessoas; Ou seja, meu espetáculo tem a função de tocar no indivíduo diante de uma situação que ele vive e não parou para observar e aprofundar. Ele engloba esse conceito reflexivo sobre o TODO e a natureza do [EXISTIR]”.

P.M.ANo Edital de Credenciamento de Artistas lançado pela Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), foi incluído a ‘Zumba’ como linguagem Artística na edição 2017. Quero saber de você, Silvia, que tem um riquíssimo know-how na dança contemporânea. Qual é a sua versão a respeito dessa polêmica? A Zumba é um ritmo artístico ou não?

Silvia M.“Discordo dessa visão”, respondeu secamente. “É preciso entender que a Zumba* se enquadra dentro da categoria de atividade física como qualquer outra prática esportiva. A linguagem artística abrange algo ainda maior que uma atividade física; então, nesse sentido, é um equívoco de entendimento. Faltou dimensão do ‘olhar’ para a Zumba que poderia ser acatada num edital voltado às práticas físicas, sem desvirtuar e/ou querer transformá-la numa linguagem, entende? Quanto à Secretaria, à Prefeitura, sinceramente, é de se esperar qualquer coisa. Infelizmente, não posso considerá-los. Essa gestão da Secultfor não leva as questões a sério. Eles sequer escutaram a ‘opinião’ das pessoas que estão na dança e no esporte.

ZUMBA – (É um exercício físico aeróbico baseado em movimentos de danças latinas, como o merengue, a cumbia, a salsa, o reggaeton, entre outros.)

P.M.ASilvia, são muitas perguntas para fazer. Entretanto, durante as minhas pesquisas com relação à sua trajetória artística selecionei o essencial, senão, levaríamos horas conversando. Diga-me: o que vive, passa e reflete o seu espetáculo ‘À BEIRA DE…’, que está em cartaz pelas capitais do Brasil? 

Carol Veras Sobreira

Silvia M.‘À BEIRA DE…’ é um espetáculo que reflete um conceito socioambiental. Ele narra parte da experiência das pessoas que ocuparam a região do Parque do Cocó na tentativa de salvar as 94 árvores que estavam sendo ameaçadas de corte pelas obras da Prefeitura de Fortaleza.

Portanto, não poderia deixar esse fato passar em branco. Queria continuar falando no assunto dentro da performance e traduzir meu desencanto pela gestão da cidade que não escuta a opinião do povo. Agora, já foi dito que vão implementar um trinário na Av. Duque de Caxias e, possivelmente, irão cortar as árvores daquela área que talvez sejam as mais antigas da capital. E nós vamos fazer o quê? No espetáculo, essa é a minha maneira de alertar o público para esse crime que pode continuar acontecendo.

P.M.A – No site G1 do Maranhão, o produtor João Paulo Pinho disse: “Chega um momento da carreira do artista que é muito importante extravasar os lugares que ele já percorre”. Em Fortaleza, você é figura conceituada pelo trabalho heterodoxo que produz com a dança contemporânea. Atualmente, a sua atuação na performance ‘À BEIRA DE…’ está lhe permitindo alçar novos horizontes como atriz, é isso?

Silvia M.– Eu não faço distinção nos meus trabalhos. Não fico caracterizando os espetáculos como: esse é dança, aquele teatro e o outro é mais dramaturgia. Eu sou atriz, bailarina e coreografa o tempo inteiro. Quando estou falando, existe ação, gesto, intenção e movimento. A minha cena é pensada como um todo e, por isso, há dramaturgia também quando estou dançando.

O meu trabalho na dança sempre teve essa relação com a palavra, o teatro e o drama em si. Essa mistura existe desde quando montei o ‘Em Crise’ no ano de 1988, identificando minha técnica com a poesia, luz e as artes-visuais. Escolhi escrever ‘À BEIRA DE…’ no projeto ‘Palco Giratório’, porque além de ser uma grande oportunidade, tenho a chance de lançar a seguinte reflexão: qual é a cidade que estamos construindo e de como permitimos que o poder nos devolva? A força desse espetáculo está nessa mensagem e, se não fosse, nós iríamos atribuir a quê? Creio que o espetáculo vem ganhando outras possibilidades porque está em seu momento.

P.M.ADias atrás você criticou no perfil do seu Facebook o Prefeito Roberto Claudio (PDT), a respeito do corte do vale-transporte das mães que acompanham as filhas durante as aulas de balé na Vila das Artes. A repercussão atingiu 76 pessoas e um total de 40 compartilhamentos. E, agora, com a Zumba inserida no edital artístico, que recado você deixaria à nova gestão da Secultifor?

Silvia M.– Nesse momento, Silvia solta o verbo de forma enérgica. “Sinceramente, creio que iremos passar tempos difíceis com a nova gestão da Secretária. Desde que a atual direção assumiu as atividades, nós não temos nada de positivo. Pelo contrário, vemos vários retrocessos. Sobretudo, é uma Gestão que não escuta as pessoas do mundo artístico. Então, questionamos o seu fazer, se é que fazem, pois, até se aproximarem da população, eles precisam do intermédio do artista. No meu modo de ver, sem os artistas a gestão não chega diretamente na comunidade, e não há atividade cultural sem os artistas e agentes de cultura.

Eu não entendo como um ‘Gestor’ não consegue perceber que a cidade e as partes envolvidas saem perdendo com essa distância. Não consegue entender que nós não aceitamos a ideia do Estoril transformado em Secretária de Turismo (…). Qual é a necessidade dessa mudança, se existem tantos prédios que podem ser ocupados? Até agora, quase todas as ações dessa Secretária são destituídas de qualquer relação com o que a sociedade e os artistas solicitam. Há um retrocesso em sua administração. Um tiro no pé!”

Revisão: Janaina Gonçalves – Olhos de Lince Revisão/ Fotos de Acervo –  Fotógrafos : ( Alex Costa |Alex Hermes| Carol Veras Sobreira| Jean dos Anjos| Luiz Alves| Paulo Winz| Renato Mangolin|Sheyla Castelo Branco.