Em retal final – A ‘Coleção Airton Queiroz’ que reúne cinco séculos de história está prestes a encerrar no Espaço Cultural Unifor.

Por: Lima Sousa – Fotos: Aldair Pereira

A coleção ‘Airton Queiroz’, que teve início no dia 16 de junho, tem mais algumas semanas no Espaço Cultural Unifor.ald_2907 Quem ainda não teve tempo para visitar a riqueza da exposição Airton Queiroz é melhor se apressar porque a amostra está com os dias contados. Mas antes, um conselho de amigo pra quem quer mergulhar em cinco séculos de história. Reserve no mínimo quatro dias da sua vida e marque na agenda pra não se esquecer. Por lá, você vai encontrar cinco núcleos de arte onde estão divididas as 251 obras de arte em cada sala. Você não vai perder a chance de ver as raridades da arte brasileira e estrangeira em solo nordestino, vai?! Então, programe logo na sua lista porque os dias estão se passando num piscar de olhos. Garanto a você que não vai ter tempo de se arrepender. Aposte!

A exposição tem um caráter pedagógico muito forte e conta com a mediação de estudantes da universidade preenchendo a visitação com muitas informações a respeito da vida dos artistas e de suas obras. A coleção é um marco para as artes em todo o estado por apresentar pela primeira vez uma coleção particular e que não estava disponível à visitação pública, diz Thiago Braga, coordenador da divisão de arte e cultura da Unifor.

A curadoria da exposição é formada por um trio competente composto por Fábio Magalhães, José Roberto Teixeira, Max Perlingeiro, além do olhar perspicaz do próprio colecionador cearense Airton Queiroz. ald_2859Um quarteto responsável para administrar um total de 251 obras de arte dos mais importantes nomes das belas artes brasileiras e estrangeiras. Um volume considerável de chamar atenção aos que desejam fazer uma viagem na história do Brasil Holandês aos dias atuais. É arte que não tem fim. Você acha que consegue dá conta de tudo em apenas um dia? Muita calma nessa hora porque a visitação vai até o próximo dia 18 de dezembro. 

O público vai poder mergulhar numa das mais importantes coleções da América Latina jamais vista no Ceará. Com certeza temos um marco na história cultural do estado com as obras de artistas consagrados em nível nacional e internacional. Só pra se ter uma noção, a coleção estampa nomes da arte brasileira tais como: Lygia Clark, Anita Malfatti, Oscar Pereira da Silva, Tunga e a mais famosa escultura do Aleijadinho do século XVIII, chamando atenção dos visitantes. Não é possível apontar qual é a obra de arte mais bela. Sem dúvidas, cada uma traduz uma riqueza de técnicas peculiar ao seu tempo, estilo, traço e gênero. Já as obras de arte de caráter europeu revelam nomes como: Renoir, Monet, Miró, Max Ernst, Maurice Utrillo, Henri Matisse e o mais famoso do ‘quadrado estrangeiro’, – o artista Surrealista Salvador Dalí.

Algumas obras chamam mais atenção e provocam comentários, como a escultura do Aleijadinho. Normalmente, há um deslumbramento dos visitantes quando entram em contato com a obra pela forma de sua apresentação que está marcada no imaginário da história da arte do Brasil, afirma o coordenador Thiago Braga. 

Como se pode ver, o estilo estrangeiro tem lugar marcado na amostra e não passa em branco. Pra completar o combo, os artistas latino-americanos também assumem a cena e concluem o panorama das artes no Espaço Cultural Unifor. São eles: Omar Rayo, León Ferrari, Fernando Botero, Diego Rivera e outros… Agora digam, é ou não é um verdadeiro espetáculo?! É fantástico.

Nessa exposição é possível visualizar trabalhos artísticos de períodos que ficaram marcados no tempo e continuam vivos até hoje nas telas pintadas em detalhes minuciosos. Do Brasil Holandês à República, Modernismo, Abstração, Contemporâneos e a Presença Estrangeira. Visualizar essas obras novamente é quase impossível, já que estava há anos no acervo pessoal do colecionador para apreciação de um público seleto.

É um ato de muita generosidade do Chanceler Airton Queiroz em apresentar a coleção para o público. Certamente, esse não foi um desejo atual, mas algo que vinha sendo estudado há algum tempo. “A iniciativa partiu da constatação de que a coleção já era suficientemente madura para ser apresentada ao público”, afirma Thiago Braga, coordenador da divisão de arte e cultura da Unifor.

ald_2885Acredita-se que em todos esses dias de exposição, a pergunta mais frequente durante a amostra foi justamente o motivo que levou o Chanceler Airton Queiroz a expor ao público algo que poderia ter sido realizado há anos. Mas, como tudo tem seu tempo, o público cearense teve que esperar esses anos todos, talvez, para aguentar tamanho presente que a cidade recebeu. Fortaleza como Cidade da Luz tornou-se mais iluminada do que já é; Não só o povo agradece como também a memória dos artistas representadas nas telas, instalações e esculturas que expressam as marcas de um passado longínquo e tão presente nos dias atuais.

Revisado por: Juliana Nascimento – (Olhos de Lince) /Agradecimentos:Fotógrafo: Aldair Pereira/ Vinyle Café: Endereço: Rua Waldery Uchôa, 42 – Benfica/ Studio Colibri por :Valne Colibri.  

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