Luz na passarela que lá vem ‘elas’

Por: Lima Sousa – Fotos: Anderson Rocha

Além das marcas desfiladas nas passarelas, ninguém pode negar que, entre muitas adolescentes, virou tendência ser modelo. Com o tempo, era de se esperar a fama das garotas altas e magras a exibir um estereótipo que é moda de passarela e pelo visto tão cedo vai sair de circulação.

pranchadeimagens IElas são conhecidas pelo estilo de vida cheio de exigências – que mantém o corpo sob medidas incomparáveis e que não é visto nas ruas todos os dias. Entrar na passarela não é uma tarefa simples de cumprir. Também, o casting de modelos não abre mão de uma seleção apurada na escolha do melhor time para representar os próximos lançamentos.

‘Luz na passarela que lá vem elas’ é um conceito de modelos que corresponde a um mercado feminino vigente para ‘poucas’, independente de classe social, etnia e cor da pele. Para estar na lista desse grupo, basta preencher alguns requisitos da categoria que independe de status ou de onde veio. 

DFB 2016-293Quem é prova disso é a modelo Marcelle Bittar, que esteve neste ano, no Ceará, ao participar da 17ª edição do Dragão Fashion Brasil 2016. Conhecida entre os fashionistas, a paranaense tem mais de quinze anos de carreira e desfruta ao longo desse tempo de uma posição disputada ao fazer parte do time brasileiro das melhores tops do país. Na seleção das modelos estão Ana Cláudia Michels, Caroline Ribeiro, Mariana Weickert, Talytha Pugliesi, Izabel Goulart, Alessandra Ambrósio, Adriana Lima, entre outras. 

“Eu adoro o Ceará. Eu gosto muito de apoiar novos estilistas e o trabalho artesanal feito aqui é muito lindo. O evento é super organizado e eu nunca tinha vindo. É enorme! Estou vivendo dias maravilhosos.  O povo cearense nos recebe com muito carinho”, diz Marcelle Bittar ao Portal Moda e Arte.

O corpo perfeito é um dos principais requisitos da lista que chamam a atenção de muitas agências no mundo todo. Além disso, outros itens importantes como a beleza, altura mínima de 1,74m, 90cm de quadril, cabelo e pele impecáveis, são ingredientes fundamentais para seguir a carreira fashion.

Nota-se um padrão de medida exclusivo para as jovens que desejam trabalhar como top model nas passarelas nacionais e internacionais. A aspirante ao segmento deverá seguir uma rígida disciplina alimentar, ter tempo disponível para os castings, personalidade e um corpo magérrimo, comparado ao manequim de vitrine.pranchadeimagens V

Em nome da tão desejada carreira, que dura em torno de 5 a 10 anos, elas desfrutam, algumas, de altos cachês ao desfilar nas passarelas, além de editoriais, lookbooks e campanhas que somam um valor considerável. Para tanto, não é fácil viver sob rígidas dietas e cuidados para manter o conjunto da obra perfeito. Acima de qualquer outra coisa, nesse ramo, o corpo é encarado como um instrumento de trabalho e não deve apresentar imperfeições.

Um dos maiores ícones desse mercado foi a modelo britânica Twiggy, na década de 60. A época que foi marcada de grandes movimentos culturais e conhecida como “Anos Rebeldes” revelou o fenômeno que revolucionou a moda com suas características atípicas do perfil ditado pelas agências do século 21. Twiggy tinha o rosto andrógino, era loira (de cabelo curto rente à orelha) e tinha os olhos grandes realçados de rímel. Além disso, esbanjava um corpo magérrimo (e com 1,64 de altura). Porém, atualmente, com esse perfil de estatura estaria desclassificada para as passarelas.

O padrão twigguiano teve forte influência na carreira das modelos e até hoje inspira as passarelas com suas referências de beleza, expressão e magreza. DFB 2016-285Assim como o fastfashion, que não dá tempo aos consumidores de digerir as novidades, o aparecimento de novos rostos na moda caminha no mesmo ritmo. Nomes como Gigi Hadid, Lineisy Montero, Chantelle Winnie, Kendall Jenner, Afrodita Dorado Dominguéz, Luisana Gonzalez, Lilly Reuter e Ysaunny Brito formam a lista das players mais importantes das últimas temporadas de desfiles em 2016.

Não dá mais pra saber quem é o novo ícone fashion do momento senão Gisele Bündchen, que marcou grandes desfiles. Para a moda, a modelo recuperou a essência ‘sexy’ que andava esquecida e deu vitalidade ao que antes parecia um quadro de meninas de aspecto doentio como foi o tempo da modelo Kate Moss. Como é visto, de tempo em tempo a moda trabalha para lançar um novo rosto a cada ano. Se ele vai pegar nas pistas ou não, ela vai continuar buscando uma nova superstar para brilhar sobre as luzes das passarelas, porque nesse mundo, mulher para ser mulher tem que estar na passarela.

Revisado por: Janaina Gonçalves – (Olhos de Lince) / Agradecimentos: Dragão Fashion Brasil & Marcelle Bittar.