O Diabo Veste Prada

Não é todo dia que se veste Prada pra sair a passeio com as amigas ou assistir às últimas tendências da Semana de Moda da São Paulo Fashion Week. Impossível não é, mas se for fácil ir de Prada, de fato, você tem tudo a ver com a cara da Miranda. Ah, se tem, tudoooo! Sem ofensas, é uma brincadeirinha. Não estou querendo dizer com isso que você é esnobe, coisas desse tipo, não, não. O fato é que a diva se encaixa em alguns personagens da vida que sempre dão um jeitinho de ficar por cima de quem anda na maré baixa. Pelo visto, é mais fácil vestir da praga das ‘aparências’ do que Prada de verdade. Em dias de crise econômica, não é moleza ser como a glamourosa Miranda Priestly, a Editora-chefe da maior revista de moda no mundo.

Fotos: Silvio Junior/ Modeonfilm
Fotos: Silvio Junior/ Modeonfilm

Tem gente brincando de parecer de vez em quando com a chefia da Runway nas horas livres. Morta de iludida. Ah, se fosse real. Dessas, não faltam às pretendentes, elas estão trocando de plantão pra tentar esconder os podres, minha querida. Duvide, não! Mas agente perdoa! Quem nunca pecou pela vaidade? É normal, eu já cometi falta do tipo, viu. Sou santo não, mas estou longe de parecer com o cão nos couros! (Risos). É a herança da raça.

Nem sequer os homens ficam de fora, pelo contrário, eles estão parando o trânsito na avenida. De Prada? Ninguém mais sabe quem é quem dentro desse jogo. Tá tudo dominado, minha gente. Virou salada mista de Praga e Prada. É a síndrome de BRAND’ relacionada ao complexo de identidade. Infelizmente, os rótulos são falhos e nem sempre vendem o produto tal qual aparenta. Por traz de tudo isso, o que vale verdadeiramente e quase ninguém enxerga é a exclusividade do gênero. A etiqueta perde a valia sem a expressão pessoal de Y ou Z. Uma roupa tem sentindo quando respeita as características do corpo e vice-versa. Não basta simplesmente vestir, é preciso estar em sintonia com a sua realidade.

Hoje já se fala do consumidor consciente que valoriza a criatividade de estilo e do produto, ou seja, já não faz mais sentido bancar a pose quando ser cool é a coqueluche do momento. Portanto, inove e seja cool. A nova tendência vem quebrando os rígidos padrões no antro fashion, resumindo um estilo ‘interessante e natural’ no modo de ser e de vestir. 

No mundo da moda, o menos é mais e o mais é menos. Até Jeff Bullas arremata o assunto e afirma quando diz na frase: “Menos é mais. Ser simples requer tempo e esforço”. Já sei, você vem se esforçando pra ser quem é de verdade. Estou certo disso? Ótimo, é por aí, amiga! Vamos que vamos, essa conversa pode dar certo. É isso aí!  Então, nesse jogo de estilo e glamour, tá valendo o lifestyle, ou melhor, a sua própria marca, ela vai convencer a todos. Disso, tenha a certeza.  É a sua origem, por isso, acima de qualquer outra coisa, apreciar a simplicidade tem tudo a ver com quem entende de moda e sabe que antes de se vestir é importante acreditar em si mesma (o). Isso é ser cool. Pare e pense! Talvez, o melhor prozac para curar a chaga da falsa identidade é admitir quem você é sem medo de ser feliz. Aprendi numa entrevista com um dos grandes palestrantes da MCF Consultoria sobre o atual mercado das grandes marcas no mundo. Ele disse:

“Nem tudo aquilo que funciona lá fora teoricamente funciona no Brasil. Então, você tem que ser mais humilde e um pouco flexível”,afirma Carlos Ferreirinha.

Foto: Silvio Junior
Foto: Silvio Junior

E, pelo que vejo, as pessoas mais bem vestidas, em sua maioria, têm tudo a ver com isso, e quase sempre se produzem pra se sentirem à vontade e, ainda assim, continuam estilosas; por outro lado, outras se preocupam em mostrar apenas que usam etiqueta pra se autoafirmarem. Sacou? A beleza nem sempre é compatível ao conteúdo. Ô decepção! Não adianta perder a sua essência ao ponto de virar um monstrinho melindroso que atende os caprichos da ostentação. Cedo ou tarde as máscaras vão cair. E aí, como vai reagir? Continuar se passando de Miranda?  Sua identidade merece um voto.

Ah, quase esqueci, se for para a Semana de Moda da grande São Paulo, seja única (o). As pessoas vão continuar te amando do seu jeito, nem pra mais, nem pra menos. Na dose certa! Ok?

Por: Lima S./ Edição: Lima S./ Agradecimentos: Fotógrafo: Silvio Junior -Modeonfilm/ Olhos de Lince: Juliana Nascimento/ Vinyle Café: Rua Waldery Uchôa, 42 – Benfica, Fortaleza – CE.

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